Geração perdida

Somos uma massa falida. O teste, o intervalo entre gerações passadas e o que vem amanhã. E o que vem amanhã? Será que vem uma máquina de fazer carinho? Já me contaram até que os dedos vão encurtar porque com as pontas deles vai dar pra fazer tudo. E pra entrelaçar as mãos?


Sou uma perdida abraçando com gosto a causa da juventude transviada. Dos que não valem nada.  Me agarro a um tempo que não vivi pra justificar minha inconsequência e prefiro fechar os olhos pras preocupações. Deixa pra outra hora…  Uma perdida num texto perdido, juntando fragmentos de pensamentos que são só lampejos no meio da correria que mata qualquer processo criativo.

É por isso que eu topo qualquer desvio no caminho. Prefiro garantir a cerveja na geladeira do que um creme novo pra passar no rosto. Não perco a oportunidade de fazer algo que resulte em uma ressaca moral que se mistura à ressaca normal. Não me arrependo. Esse é meu grito de liberdade. Dias conturbados entre fluxos, processos, textos, pautas, sono, viagens de metrô e noites mal dormidas.

Somos uma massa falida. E o que vem amanhã? Tanto faz…

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