Acabou, acabou! É do Brasil!

é teeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeetra né gente

Eu pensei que todo mundo fosse filho de papai noel. Mentira, eu nunca pensei isso porque nem me lembro de ter acreditado um dia no bom velhinho.

Cá estava eu com os meus botões lendo o post-balanço de 2010 e mentindo descaradamente para mim mesma sobre como esse ano eu ia fazer uma crônica legal com o tema ~espírito natalino~. O problema é que meu humor de natal tá mais pra isso aqui esse ano, então eu resolvi fazer o que eu faço de melhor: expor minha vida indevida e indiscriminadamente.

Eu já ouvi que sua virada de ano determina como será o ano todo. Isso nunca deu certo, porque eu estava meio bêbada na maioria das últimas viradas e se eu ficasse assim ininterruptamente o resto do ano eu não ia ficar choramingando tanto assim. Nunca deu até esse ano, porque eu comecei 2011 fazendo o que eu faria durante muitos dos outros dias: trabalhando. Isso mesmo: vendo o Fiuk “cantando” I Got a Feeling (pelo menos a do Black Eyed Peas e não do Beatles) pra uma multidão de gente e tomando champanhe barato na sala de imprensa. Não que eu possa reclamar, já que tirei a maior onda e o trabalho de 2011 até que valeu a pena.

Falando em trabalho, esse ano eu realizei um dos sonhos da minha vida (nossa, como isso soou coxinha). Consegui um estágio na Abril, ou você pode chamar também de o prédio mais sensacional da Marginal Pinheiros. Tenho pai médico, mãe enfermeira, padrasto psicólogo e jurei que nunca ia trabalhar com saúde, mas adivinha só pra que revista eu escrevo? Sim, você acertou. Isso não é ruim, pelo contrário, trabalhar escrevendo é tão sensa que eu não posso nem falar disso muito tempo pra não parecer efusiva demais.

Dois mil e onze… Fiz 21 fucking anos e moro sozinha. Com mamãe longe por iniciativa própria (dela, é claro. brincadeira mãe ~ não chora), pago condomínio, luz, internet, lavo minhas próprias calcinhas e sei até fazer feijão. Passar por isso foi uma das melhores coisas que aconteceram comigo e até hoje, 8 meses depois, eu dou risada sozinha de pensar que no fim do dia vou chegar na minha casa. Mãe, irmã, padrasto, amo vocês, mas feels so good to be free.

Voltando às letras e frases, esse ano eu montei um blog com dois amigos e aprendi que, mesmo falando de neurônios e glândulas hormonais, não preciso deixar de escrever sobre livros e músicas que eu gostaria muito e muito que você conhecesse. Veja lá se não vale a pena perder uma horinha do dia com tantas obras primas. Dostoiévski, Chris McCandless e Aldous Huxley conseguiram me dar um nó na cuca esse ano, mas você pode saber mais sobre isso lá no blog. Muitas vezes eu me senti como se tivesse em outra época, mergulhando em vidas tão diferentes. Hoje, por exemplo, acabei de ressuscitar cheia de saudosismo (injustificado, já que eu era uma pirralha) da década de 90 e terminei Heavier Than Heaven, a biografia do Kurt Cobain.

Esse ano eu me sinto também assim. Um pouco velha demais. Não entendo mais porque fazer faculdade, a não ser pra esfregar na cara dos meus professores coxinhas que eu descolei um estágio da hora e não graças a eles. Até mesmo porque eu fui censurada na minha faculdade porque eu escrevi numa crônica que gostaria que o Geraldo Alckmin fosse “ENCOXADO POR UM ATOR PORNÔ BEM DOTADO”. Sério mesmo. Ainda por cima briguei com a reitoria e contra um sistema lento e cruel em prol dos alunos. Ano passado eu achei que me envolver num movimento político estudantil era um caminho pra mudar alguma coisa, pelo menos numa micro-esfera. Um ano depois, acho mesmo que não vale a pena. Não recomendo.

Voltei aos quilos excedentes de três anos atrás, aos cabelos curtos de oito anos atrás, terminei um namoro e me sinto feliz. A última vez que eu estive solteira eu tinha 17 anos. Era preocupada com saltos e baladas onde pudesse achar caras legais. Agora é diferente. Tô saindo de óculos, os tênis de sempre e o foco é ir onde os amigos estejam e a música seja legal. Agora é diferente. Não preciso de novos lugares, novas pessoas a todo momento. É diferente porque cada dia e cada sensação parecem novos, por mais clichê que isso pareça. Acho que voltar a ler como há muito não lia me fez escarafunchar cada novidade que descubro em mim. Agora eu também falo sozinha e discuto desde essas descobertas até se vou ou não lavar a roupa hoje sem sentir vergonha nenhuma disso.

E pra 2012 a única coisa que eu peço (além de TERMINA LOGO POR FAVOR) é que continue assim. Diferente.

 

 

 

 

 

 

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