O catador de papel

Não era necessário escrever sobre isso, bastava apenas uma foto. Mas, às vezes, é bom treinarmos a imaginação e nos forçarmos para descrever com riqueza de detalhes uma coisa tão poética que dá até medo de escrever pra não estragar. 

No único descanso do dia

É um vulto entre as avenidas

Recolhendo o que ninguém mais queria

Cantando músicas esquecidas 

Sentou pra descansar

O único descanso do dia

Antes da hora do jantar

Antes da fome da filha 

Dos cachorros deitados ao seu lado

Ao carrinho estrategicamente parado

O único descanso do dia

E tudo lembrava poesia 

De uma capa surrada a outra

Dos personagens mortos, das suas alegrias

Histórias surgindo do lixo

No único descanso do dia.

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Um pensamento sobre “O catador de papel

  1. FADA disse:

    Que lindo !!!
    Você deixa os dias mais brilhantes e cheios de felicidade.

    Parabéns , continue assim, inspirada e iluminada.

    Um ótimo dia.
    Fada (amiga de sua vovó)

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