Família

Julho 28, 2009

Você percebe que tem alguma coisa errada com você quando a idéia de “reunião de família” pra sua irmã de seis anos é: “Vamos ficar todos juntos na sala enquanto a Chloé faz alguma besteira pra gente rir”.


Notas Desnecessárias

Julho 22, 2009

- Cara, pra ser mãe tem que ter estômago. Minha mãe tava jantando ontem na cozinha quando ela ouviu um grito de “MÃÃÃÃÃEEEE ACABEEEEEEI!”. Foi até o banheiro, limpou um monte de cocô e voltou a comer imediatamente como se nada tivesse acontecido. E não, não fui eu que chamei.

- Tô engessada né, faz 35 dias que eu não lavo meu pé (rimou!). Evoluí de uma tala e muletas pra uma botinha de gesso, as duas formas de imobilização me deixaram andando tão graciosamente quanto um rinoceronte manco. Aí hoje eu tive que ir fazer uma entrevista de emprego aqui no centro e fui de ônibus. Sozinha. De gesso. Nunca me senti tão aposentada, todos os velhinhos acharam que eram meus amigos e discorri a maior conversa com todos, até desci pela frente do ônibus e demorei três horas pra fazer um percurso que normalmente eu faria em uma. Acho bom eu ter passado.

- A Terezinha tinha outono sim, mas durou só uma semana.

- Não tem coisa mais deprimente do que agência de emprego… Não sei o que é mais triste, aquela fila de gente igual ou a recepcionista que pega os currículos de todo mundo com a mesma empolgação de quem pega panfleto de plano de saúde que aposentado distribui na rua.

- Criar nomes de petshop é uma arte, taí um profissional que eu admiro. Hoje eu vi um que chamava AU QUE MIA!

- A Globo é tão corinthiana que dá nojo… Ontem no Globo Esporte tava falando da campanha do São Paulo fora de casa, e a fala do apresentador Thiago (desse eu gosto) foi a seguinte: ‘O São Paulo ainda não venceu fora de casa, tendo x empates e x derrotas, INCLUINDO O 3 A 1 PARA O CORINTHIANS’. Meu, sério?


Porque eu sou a pessoa ideal para ser a oitava integrante do CQC?

Julho 21, 2009

(eu vou escrever aqui antes, pra ver como sai, e depois eu mando o vídeo, aproveitando alguma coisa daqui.)

Bom, primeiramente porque eu sou engraçada, óbvio. Não que eu seja engraçada quando eu queira, porque nessas horas eu não sou mesmo, geralmente as pessoas riem de mim, e não comigo, o que não desqualifica o humor da coisa.

Sabe, desde pequena eu tentei contar piadas, ser criativa, até poesia eu já tentei fazer, e nada deu certo. Se tem uma pessoa que conta piadas sem graça nenhuma, essa pessoa sou eu, o que provavelmente me qualificaria pra ser integrante do Zorra Total, mas aí eu teria que ser bem gostosa e ficar seminua ou então ser bem gorda e feia, estereótipos nos quais eu não me encaixo porque até nisso eu sou mais ou menos.

Depois, eu acho que eu sou a pessoa ideal porque as coisas mais engraçadas e sem sentido do mundo acontecem comigo, a começar pelo meu nome: Chloé (nossa que bonito é estrangeiro?) SILVA (pff..). E Silva é bem o último, que é pra não ter como esconder no passaporte. E eu já ouvi piadinhas bem sem graça sobre o meu nome então não vou me enveredar no assunto. Outra coisa engraçada sobre mim é que as pessoas me rotulam muito. Sabe aquela amiga ‘doidinha’ que a sua mãe vive perguntando como está? Sou eu. Sabe aquela menina que foi na igreja um tempo e agora as pessoas só comentam sobre o quanto era maluca e agora fez uma tatuagem e mudou de cidade de novo sem saber o que quer da vida? Sou eu. A que quebrou o pé pela milésima vez fazendo algo que não devia estar fazendo? Sou eu de novo! E a que sempre é lembrada por algum vexame e os amigos sempre convidam pra alguma furada porque ela é a unica pessoa que toparia? Aha, opa!

Toda vez que eu conto alguma coisa surreal que aconteceu comigo (e olha que não são poucas) as pessoas reagem como se aquilo fosse a coisa mais normal e esperada vinda de mim. Tipo, se eu conto que quebrei o pé lavando a louça a reação das pessoas não vai ser: “Nossa que absurdo, tadinha!”, vai ser: “Nossa Chloé, de novo!”. Se eu contar aqui, por exemplo, que a minha irmã de 6 anos está vendo um DVD de clipes do Michael Jackson com seus amigos de 6 e 7 anos (e é um DOCUMENTÁRIO em inglês), todo mundo vai falar “Tinha que ser a sua irmã!” (e eu também não vou fazer piadinhas de Michael Jackson + crianças porque cadê a originalidade né!).

Ah, e eu faço jornalismo, não que isso sirva de alguma coisa, só é mais uma fonte de piadas graças à tal história do diploma, mas eu não ligo pra isso já que a minha interpretação de sucesso profissional é passar a vida escrevendo crônicas quando me der na telha na minha casa de frente pro mar fumando charuto e tomando uísque quente, pelada se tiver calor. (mãe, padrasto, avó: a decisão de ler esse blog foi de vocês)

Então acho que é isso, de todas as coisas que eu já provei que não sei fazer (poesia, violão, vestibular pra Medicina, cantar em um coral evangélico, ser atleta, desenhar e dirigir – porque eu já tentei tudo isso, de verdade), acho que a única coisa que me restou é a graça, e esse humor ao contrário que já está embutido em mim. Não que eu ache que humor seja uma coisa que possa me render alguma coisa, já que muitas vezes o engraçado é que eu pense as coisas sobre as pessoas e não consiga guardar pra mim, o que já me rendeu muitas inimizades, tentativas de agressão e risadas de gente que ri da desgraça alheia. Mas, não custa nada tentar.

E agora é você quem diz, teve graça?